quinta-feira, 2 de junho de 2016






A JERUSALÉM CELESTE 

Texto: PEDRO NEVES

“A cidade celeste começa a reedificar-se, a materializar-se, a fazer-se carne e sangue. No seu centro, no centro de um quadrado de três por três com 12 aberturas, a estrala de cinco pontas já emite uma luz vívida". 

Livre interpretação da obra do pintor Di Prinzio, por Pedro Neves. 

Descrita no Livro da Lei em Apocalipse Cap. 21, V. 9 a 27, Cap. 22, V. 1 a 5, como uma cidade situada em quadrado, sendo o seu comprimento tanto como a sua largura, medindo doze mil estádios; E o seu comprimento, largura e altura eram iguais. Representa o tabernáculo de Deus com os homens. O GADU é o alfa e o Omega, o princípio e o fim. 

A Jerusalém Celeste possui doze portas, sendo três no oriente, três no ocidente, três no norte e três no sul, em cada uma delas um anjo e um nome que são os nomes das doze tribos de Israel (Judá, Issacar, Zebulom, Rubem, Simeão, Gade, Efraim, Manasses, Benjamim, Dã, Aser, Naftali). 

A fabricação do seu muro era de Jaspe e a cidade de Ouro puro, em cada porta uma pedra preciosa, a primeira era Jaspe; a segunda, Safira; a terceira, Calcedônia; a quarta, Esmeralda; a quinta, Sardônica; a sexta, Sardio; a sétima, Crisólito; a oitava, Berilo; a nona, Topázio; a décima, Crisopaso; a décima-primeira, Jacinto; a décima-segunda, Ametista; 

Esta cidade não necessita de Sol nem de Lua, pois, nela resplandece a glória do GADU, do trono procedia o rio da Água da Vida e no meio da praça a Árvore da Vida que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês.
O sacrifício de nossas supertições, da arrogância que nos infundiu nossa educação primária (Graus Simbólicos). E da vaidade científica que ostentam os títulos pomposos e as insígnias de nossa educação secundária (Lojas de Perfeição e Capítulos). Com a Jerusalém Celeste, iniciamos no grau 19, o curso superior (Graus Filosóficos). Na Loja Simbólica nos despojamos de nossos adornos, sacrificamos nos altares as más paixões, para cavar masmorras ao vício e levantar Templos à virtude, e uma venda, que servia de emblema da ignorância, caiu de nossos olhos. A dúvida semeada em nosso espírito, na primeira iniciação, produz seus frutos, e por nossos estudos incessantes haveremos de elevar nosso espírito ao trono do eterno e poderemos receber dele sua luz divina, projetando-a como nova constelação, sobre todos os homens, nossos semelhantes. Conhecendo os direitos e deveres da humanidade e aprendendo como hão de se firmar no mundo, só então, poderemos entrar no templo da razão (Jerusalém Celeste), onde se ensina a arte esotérica, o governo dos irmãos, da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade e a Abnegação, passamos, então, a sermos o verdadeiro Aprendiz da Maçonaria Escocesa, os graus anteriores são preparatórios. 

No Templo da razão não se entra apenas com a Fé, porque a Fé no desconhecido é patrimônio da ignorância. Para ingressarmos neste Templo, temos que possuir Sabedoria, para obtê-la, temos que passar pelos filtros, pelas doze portas, símbolo do zodíaco intelectual em que estaciona o iluminar da RAZÃO. 

A Primeira: É que não há princípio de virtude, de honra, ou de moral, que não seja inerente à CONSCIÊNCIA; e que cada homem de juízo perfeito e mediana educação não a possui no mesmo grau em que é instruído. 

A Segunda: Que nenhum desses princípios, nem todos juntos, bastam para governar a ASSOCIAÇÃO, porque o bem que faz aos homens, por sentimento moral, é, como toda afeição do espírito, passageiro e não produz senão afetos transitórios, enquanto que a sociedade humana é uma OFICINA DE TRABALHO e PRODUÇÃO, em que o interesse material é mais poderoso que o moral. 

A Terceira: Que as RELIGIÕES, filhas do grau de civilização que cada povo alcança, não podem servir para dirigi-la, pois, todas as apóiam no ABSOLUTO, e, apenas invadem o terreno intelectual humano, paralisam a RAZÃO e sepultam o Universo no OBSCURANTISMO. 

A Quarta: Que a METAFÍSICA e a PSICOLOGIA, ocupadas com o ABSTRATO, se perdem em vãs especulações ou caem no ABSOLUTO, porque não fizeram progredir a civilização. 

A Quinta: Que a LITERATURA não pode ser seu facho, porque é a simples expressão do que aquela tem adiantado, e, como dissipa os erros e as verdades de uma época, também serve para consagrar o MAL, com o prestígio da antiguidade, como o BEM, e este é tão limitado que mais ajuda a EDUCAÇÃO que a SABEDORIA. 

A Sexta: Que a CONDUTA MORAL E INTELECTUAL do homem se regula pela noção do seu tempo ou do país em que ele vive, noções que variam em cada geração, e, às vezes, em cada ano, se os sábios que nele habitam se conduzem no caminho do PROGRESSO e podem propagar livremente suas idéias. 

A Sétima: Que tendo as OPINIÕES e as INSTITUIÇÕES relativas ao lugar que ocupam os países no tempo, querer que as idéias fecundadas nos mais civilizados, pelo transcurso dos séculos, penetrem e se apóiem nos menos adiantados, é fazer com que desapareça o intervalo que separa a sementeira da produção do fruto. 

A oitava: Que o melhor GOVERNO é aquele que destrói as más leis de seus predecessores, já porque está ao nível das luzes do século, já porque conhece seus verdadeiros interesses. 

A Nona: Que o PROGRESSO é o resultado das leis físicas unido ao das leis intelectuais. 

A Décima: Que separar uma das outras é anulá-las reciprocamente, pois, se a natureza bruta influi no homem, o GADU, lhe deu a RAZÃO para compreendê-la e domina-la. 

A Décima-primeira: Que os resultados dos conhecimentos científicos se anulam com a corrupção dos costumes, que quebra os vínculos da família e introduz a desconfiança entre os associados, como os da moralidade de um país se destroem quando marcha ao lado do seu embrutecimento. 
A Décima-segunda: E última, que não basta conhecer nossos deveres, nem promulgar nossos direitos; é necessário saber cumprir uns e garantir os outros. 

Estas verdades que, bem entendidas e observadas, levaram ao apogeu a civilização. Contra elas lutam a INTOLERÂNCIA, a SUPERSTIÇÃO e o FANATISMO. 

Esse quadro, o TEMPLO DA RAZÃO ou A JERUSALÉM CELESTE que esta suspensa nas nuvens, é de um fulgor indescritível, anjos estão à sua volta, é a expressão de nosso desejo de realizar a magnífica criação do PARAÍSO TERRESTRE. 

Vemos ainda, a corda com os laços de amor, de profundos significados, tais como: Representa os principais atributos da divindade; União entre os irmãos; de noventa cavaleiros foram escolhidos nove eleitos, resultando no número oitenta e um; a corda verde que foi usada para colocar no ataúde o corpo do Mestre Hiram Abif; 

Um verdadeiro maçom trabalha para o progresso e melhoria da humanidade do futuro. Ele contempla, com instintivo impulso além de sua vida, aqueles que lhe sucederão, e anseia por sobreviver seus próprios dias e sua geração. Ele procura sobrevivência no bem, que é feito à humanidade, e não à reputação esmorecida na memória do homem. E quando chegar o dia do nosso comparecimento ante o GADU e ele nos perguntar: que fizestes? Responderemos a uma só voz: não temos podido vencer, porém temos lutado bastante! 


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PEDRO NEVES .’. M .’. I .’. 33 .’. 
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Pedro Neves

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