sexta-feira, 1 de março de 2013



O FIRMAMENTO, O ZODÍACO E A ABÓBADA CELESTE 



Uma das primeiras visões de infinitude e de harmonia que o homem teve foi a do firmamento. E foi através dessa imensidão que o homem percebeu a importância da luz e da 
escuridão, do sol e da chuva, da influência da lua nas marés, 
das estações do ano. 

Dessas observações - que eram constantes - desde a mais remota antiguidade entre os povos da região da mesopotâmia: caldeus, sumerianos e assírios, egípcios hindus e, um pouco mais tarde, pelos gregos e romanos, surgiu a Astrologia, tida por eles como uma ciência que demonstrava, de alguma forma, influência sobre os homens e a natureza de um modo geral. 

Ela teve um importante papel na formação das culturas, e sua influência é encontrada na Astronomia antiga, nos Vedas, na Bíblia, e em várias disciplinas através da história. 

Existem vestígios de que os primeiros registros sobre o zódiaco tenham ocorrido por volta de 3.000 anos a.C, mas isso pode ter ocorrido antes ou depois. 

Em Dendera, encontra-se uma das mais antigas representações do zodíaco, pintada no teto do Templo de Hathor. Embora este templo tenha sido construído pelos Gregos Ptolomaicos, por volta de 600 a.C, seus dados astronõmicos refletem "o plano estabelecido nos tempos dos Companheiros de Horus", ou seja antes da primeira Dinastia do Egito, por volta de 3100 a.C. , portanto muito antes dessa ciência surgir entre os Sumérios, na Mesopotâmia. 

Zódiaco de Dendera

Dendera (em árabe: دندرة) ou Dandara (também chamada em fontes antigas de Belzoni e, na Antiguidade, conhecida como de Tentyra) é uma pequena cidade do Egito, localizada na margem ocidental do Nilo, a cerca de cinco quilômetros a sul de Qena, na margem oposta do rio.[i]

A versão do zodíaco que conhecemos hoje, com os 12 conjuntos de estrelas que representam os signos, foram padronizados ainda na Antiguidade e sofreu influências da astrologia milenar dos babilônios, dos egípcios, dos gregos e, mais recentemente, dos romanos. 

Além da que se chama hoje ocidental, são praticadas hoje no mundo todo outras formas de astrologia. 

Na China, a astrologia é conhecida a partir de 2000 a.C. Diz a tradição que Buda, ao morrer, chamou os animais para se despedir e somente 12 vieram e estes são os anos da Astrologia Chinesa. 

A Índia conheceu a astrologia da Mesopotâmia quando foi invadida, por volta de 1500 a.C. 

Os Astecas usavam uma astrologia com 20 signos. Um padre espanhol, que acompanhou a tomada de Hernán Cortés, codificou a astrologia dos Astecas

Há várias correntes recentes - dos séculos XIX e XX - na astrologia. A astrologia inglesa do século XIX teve forte influência da teosofia, como praticada porAlice Bailey. Alan Leo e Charles Carter são dois de seus expoentes, e dessa linha surgiu a Faculdade de Astrologia de Londres. 

Na Maçonaria a Astrologia é uma das 7 Artes Liberais. 

Em nossos templos e em nossos materiais de trabalho e de estudos, dos doze signos do zodíaco nas colunas onde se encontram representados, igualmente, os quatro elementos da natureza [Terra, Água, Fogo e Ar] e os planetas e astros conhecidos desde a mais remota Antigüidade [Marte, Vênus, Mercúrio, Júpiter, Saturno, Sol e Lua], para em seguida, destacar a existência de um simbolismo que associa a Astrologia à Maçonaria, seja pela orientação física e espacial de cada templo maçônico, seja pela reprodução da abóbada celeste no teto das lojas, ou seja, pelo simbolismo e esoterismo hermético emanado da sabedoria perdida dos antigos adoradores do Sol. 

Esta divisão é aplicada ao Céu, onde determina doze espaços iguais, que o Sol percorre, regularmente, na sua trajetória anual, aparentemente em torno da Terra. As Constelações, que coincidiram, outrora, com esses espaços, lhes deram seus nomes, tirados de animais ou de seres animados. Assim, formou-se o duodenário zodiacal, cujo simbolismo é de máxima importância, porque oano se torna o protótipo de todos os ciclos, emblematizando tanto as fases davida humana como as da Iniciação. Nos mistérios de Ceres, o Iniciadopartilhava, de fato, dos destinos da semente confiada ao solo. Como esta, eledeveria sofrer a influência solar para se desenvolver e frutificar, depois do quetornava a passar por esse encadeamento de transformações de que resulta ociclo da vida. Cada signo do Zodíaco tem, sob este ponto de vista, umasignificação particular que será compreendida depois de algumas indicaçõesgerais sobre o simbolismo dos doze signos. O Zodíaco é uma faixa circular docéu, de 17° de largura, como uma pista na qual circulam o sol aparente, aTerra, a Lua e os planetas. Zodíaco (do grego Zodiakós que se sub-entendeKyklos = Círculo de Animais), seu verdadeiro sentido iniciático é o de CICLOVITAL, com as modificações cíclicas e regulares do fenômeno das estações,portanto deve-se entender como Animado = com vida e movimento. Os signosdo Zodíaco não devem ser confundidos com as constelações. Essasconstelações por onde passa o Sol aparente durante o ano, são de tamanhosdesiguais, compostos por estrelas e são na realidade 14 (os 14 pedaços de Osíris da iniciação egípcia que deu origem às 14 etapas da paixão na TradiçãoCristã). Dos vários zodíacos, existem 3 principais: o das constelações com as estrelasfixas, cuja influência maior se reflete sobre a humanidade como um todo etem seu início na estrela Zeta Piscium - Revati dos Hindus. O ZodíacoTrópico, contando a partir do equinócio de primavera boreal é o ciclo dasestações e dividido por 12 setores de 30° (12 x 30 = 360°), já que o número 12é o ideal para dividir os ciclos ou circuitos vitais.Em terceiro lugar, temos o Zodíaco de Rotação ou terrestre, que os astrólogoschamam de Casas Terrestres, que nada mais é do que o ciclo de rotação de 24horas, dividido por 12 setores de 2 horas cada um.O significado dos Signos, Casa ou Setores é sempre o mesmo, já que osfenômenos se repetem seja no Macrocosmo, como no Microcosmo (1ª lei deHermes Trimegisto = o que está no Grande Universo é igual ao que está nomenor). 

Essas doze casas do zodíaco só foram aparecer em nossa Lojas no século XVIII e estão em nossa Oficina, dispostas em duas fileiras de seis colunas e dizemos, simbolicamente, que elas apoiadas na terra sustentam a Abóbada Celeste. 

Abóbada Celeste 

O Templo maçônico é coberto por uma abóbada celeste semeada de estrelas e nuvens, na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros astros, que se conservam em equilíbrio pela atração de uns sobre os outros e se o Templo representa o Universo, o pavimento é a Terra e o teto é o Céu. 

Em arquitetura, uma abóbada é uma construção em arco, feitas de pedras ou tijolos, que são colocados em cunha para se auto-sustentar, ficando uma estrutura suspensa que resulta em uma solução acústica e também estética. Esta solução foi muito usada nas catedrais de estilo gótico. 

Entre tantas especulações existentes na história da Maçonaria, atribui-se a Elias Ashmole a criação da abóbada celeste que adorna o teto dos Templos maçônicos, e que de 5.000 astros conhecidos na época (1648 dc) haveria escolhido 36 para formar parte dela e que seriam os regentes de Luzes, Oficiais e graus maçônicos. 

Esta é mais uma especulação sem base, das tantas que rodeiam à Maçonaria e que não resiste o mais simples análise. Elias Ashmole escreve no seu Diário que foi iniciado em Warrington, condado de Lancashire junto do Coronel Henry Mainyaring em Outubro de 1646 e que ficou sem participar de nenhuma reunião maçônica durante 35 anos e por outra parte, lembremos que as reuniões maçônicas nessa data (século XVII) eram tradicionalmente realizadas em tabernas, numa condição muito diferente da que poderia oferecer um Templo como é atualmente. 

Dos 36 astros, Marte, por razões até certo ponto lógicas foi deixado no Átrio já que ele representa a guerra, a violência não podendo, obviamente, ocupar um lugar dentro do Templo maçônico. 

No quadro que figura a continuação estão descritos os 36 corpos celestes, o cargo ou grau que representam e uma breve descrição dos motivos pelo qual foram considerados dentro da simbologia maçônica. Só cabe dizer, que estes corpos foram considerados conforme o conhecimento astronômico existente 3 séculos atrás. Os aparelhos daquela época eram precários e somente permitiam ver os 3 maiores dos famosos anéis de Saturno e as Pleiades são uma nebulosas com infinidade de estrelas, das quais o homem antigo conheciam só sete. Uma explicação especial merece a Stella Pitagoris, regente do Segundo Vigilante. Conforme Pitágoras, quando são discutidas coisas divinas, o que realmente acontece dentro de uma Loja maçônica, deve existir um facho que ilumine o Templo. Como o Sol era a luz mais intensa do Universo conhecido foi reservada para o Venerável Mestre, simbolizando a sabedoria de Deus vinda desde o Oriente, não sendo conhecido outra estrela que emitisse tanta luz. Hoje se sabe que existem muitas outras estrelas mais brilhantes e maiores que o nosso Sol, por exemplo Arcturus, Antares e Formauhalt. Por isso, foi criada uma estrela virtual que recebeu o nome de Stella Pitagoris. 

Elias Ashmole 

Na verdade, no nosso Ritual da Grande Loja Maçônica do DF, constam na parte interna da Loja apenas 34 uma vez que a Constelação da Ursa Maior conta com seis estrelas quando na visão de Ashmole teria sete. 

O objetivo do trajeto dissertativo até esse ponto é o de estudarmos o porque e quando surgiu no teto das Lojas Maçônicas a construção e a decoração da Abóbada Celestre. 

Os povos mais antigos não tinham o conhecimento necessário para a construção de uma abóbada. 

A Abóbada Celeste no Templo Maçônico 

A origem da Abóbada Celeste no Templo Maçônico foi perdida. A versão mais aceita pelos historiadores é que ela representa o céu de 21 de março, quando, o Sol, cruza a linha do equador no equinócio de primavera no hemisfério norte. É, ambém, quando começa o calendário maçônico mais usado, o hebraico. A criação artística da Abóbada Celeste que temos atualmente é da mesma época dos Painéis dos Graus, pintados por John Harris em 1813 por encomenda da Grande Loja Unida da Inglaterra. Não há rigor, sob o ponto de vista astronômico, na disposição dos astros na figura da Abóbada Celeste, mas, devemos manter a tradição que já perdura próximo aos 200 anos, que é a do hemisfério norte.[ii]

Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. Esses dois elementos arquitetônicos - desconhecidos na Grécia - permitiram aos romanos criar amplos espaços internos, livres do excesso de colunas, próprio dos templos gregos. Antes da invenção do arco, o vão entre uma coluna e outra era limitado pelo tamanho da travessa. E esse tamanho não podia ser muito grande, pois quanto maior a viga, maior a tensão sobre ela. E a pedra, que era o material mais resistente usado nas construções, não suporta grandes tensões. É por isso que os templos gregos eram repletos de colunas, o que reduzia muito o espaço de circulação. O arco foi, portanto, uma conquista que permitiu ampliar o vão entre uma coluna e outra, pois nele o centro não se sobrecarrega mais que as extremidades e, assim, as tensões são distribuídas de forma mais homogênea. Além disso, como o arco é construído com blocos de pedra, a tensão comprime esses blocos, dando-lhe maior estabilidade. Mas no final do século I d.e., Romajá havia superado essas duas infuências - a grega e a etrusca - e estava pronta para desenvolver criações artísticas independentes e originais. 

OS ETRUSCOS 

Os etruscos eram um aglomerado de povos que viveram na península Itálica na região a sul do rio Arno e a norte do Tibre, mais ou menos equivalente à atual Toscana, com partes no Lácio e aÚmbria. Eram chamados Τυρσηνοί, tyrsenoi, ou Τυρρηνοί, tyrrhenoi, pelos gregos e tusci, ou depoisetrusci, pelos romanos; eles auto-denominavam-se rasena ou rašna. É pela sua designação grega que se fala de mar Tirreno

Desconhece-se ao certo quando os etruscos se instalaram aí, mas foi provavelmente entre os anos1 200 a.C. e 700 a.C.. Nos tempos antigos, o historiador Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores posteriores consideram-nos itálicos. A sua língua, que utilizava um alfabeto semelhante ao grego, era diferente de todas as outras e ainda não foi decifrada, e a religião era diferente tanto da grega como da romana. 

A Etrúria era composta por cerca de uma dúzia de cidades-estados (Volterra, Fiesole, Arezzo,Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veios, Tarquinia e Fescênia), muito civilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. A Fescênia, próxima a Roma, ficou conhecida como um local de devassidão. Versos populares licenciosos, na época muito cultivados entre os romanos, ficaram conhecidos como versos fesceninos (obscenos). 

Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos. Verificaram-se prolongadas lutas entre a Etrúria e Roma, terminando com a vitória desta última noséculo III a.C. 

Por volta de século IX a.C. (c.a. 850 a.C.), os etruscos já estavam estabelecidos na região da Etrúria, entre os rios Arno e Tibre, a oeste e sul da cadeia dos Apeninos. Nos três séculos posteriores, difundiram seus domínios submetendo os povos locais, ocupando vastas áreas da planície do rio e fundaram cidades que existem até hoje. Em direção ao sul, tomaram Roma - então um aglomerado de aldeias - e transformaram-na em uma cidade cercada de muros. Acredita-se que os Tarquínios - uma dinastia de reis etruscos - governaram Roma por volta de 616 a.C. a 509 a.C.. 

Localização da Etruria na Antiguidade 

Durante o processo de expansão, os etruscos atingiram até a região da Campânia, onde fundaram Cápuaque, desde o início do século VI a.C., representou um centro comercial capaz de rivalizar com as colôniasgregas vizinhas: Cuma e Neápolis (Nápoles). Por volta de 540 a.C., aliados aos cartagineses, derrotam osFócios da Córsega. Essa vitória assegurou-lhes o controle da ilha e marcou o apogeu da expansão territorial. 

Entretanto, os etruscos foram expulsos de Roma pelos latinos em 509 a.C.; tiveram sua fronteira destruída pelos gregos de Siracusa e Cuma em 476 a.C. Em 424 a.C., perderam a Campânia para os samnitas e, logo a seguir, o vale do rio Pó foi ocupado pelos celtas. Em 396 a.C., com a tomada de Veios, os romanos incorporaram ao seu território o que restava da Etrúria. 

Para os templos utilizava-se a pedra, enquanto para as moradias utilizava-se o adobe, com estrutura de madeira e revestimento de argila cozido. 

Os etruscos conheciam o arco de meio ponto, a abóbada de canhão, e a cúpula, elementos que utilizaram –entre outras coisas– para a construção de pontes. Também construíram canais para drenar as zonas baixas, levantaram muralhas defensivas de pedra, mas, sobretudo, destacou a arquitetura funerária, em forma de impressionantes hipogeus. Os templos estavam inspirados no modelo grego, embora apresentassem notáveis diferenças: costumavam ser menores, de planta quadrangular, fechados, sem peristilo, somente com uma fileira de colunas da ordem chamada "toscano" a jeito dos pronaos gregos, e o altar estava sobre um fojo, chamado pelos latinos mundus -limpador, purificador- (a palavra talvez seja de origem etrusca), é dizer, um orifício que, simbolicamente, serviria para jogar os restos dos sacrifícios. 

Chama-se arco de volta perfeita, arco de volta inteira, arco de pleno centro, arco de meio ponto ou arco romano aos arcos que formam um semicírculo inteiro, apoiados em duas extremidades e fechados por uma única pedra em forma de cunha, que pressionava os demais. 

Arco de volta perfeita. 

É um tipo de arco com um único centro localizado a nível da linha superior das impostas, exactamente no centro do arco. Este tipo de arco começou a usar-se na Mesopotâmia (Arquitectura caldaica) no terceiro milénio a.C.Usado ainda na Arquitectura etrusca foi depois tornado muito comum na Arquitectura romana, que o difundiu por toda a Europa e Mediterrâneo, tornando-se numa das principais características da arte romana e dos estilos que nela se basearam como o estilo românico

Abóbada de berço, também referida como abóbada de canudo, abóbada cilíndrica ou abóbada de canhão, é um tipo de abóbada construída como um contínuo arco de volta perfeita

É um elemento arquitetónico característico da arquitetura romana, retomado posteriormente pela arquitetura do Renascimento

Abóbada de berço 

Sé de Lisboa: nave coberta por abóbada de berço. Note-se a ausência de Clerestóriodas janelas, com toda a luz natural a ser fornecida pela janela em Rosácea na extremidade da abóbada. 

A abóbada em cruzaria é um elemento arquitetónico. É um dos elementos característicos da arquitetura gótica

Constitui-se em uma derivação da chamada abóbada de aresta, da qual se distingue pela utilização de nervurasdiagonais estruturais que lhe suportam o peso e o descarregam sobre pilares compostos ou polistilos) e a que pertencem, e geralmente com elas são identificadas, as chamadas abóbadas de ogivas (também referidas como abóbadas em cruzaria de ogivas) e as abóbadas de nervuras (também referidas como abóbadas de nervos). 

Refira-se que quando se utiliza neste contexto o termo "ogiva", este não se refere aos arcos quebrados ou ogivais, embora também característicos do Gótico, mas sim aos arcos (quebrados ou não) que, nestas abóbadas têm a função de aumentar ("augere", em latim), a resistência e segurança da estrutura. 

Dentro desta tipologia distingue-se a abóbada de seis painéis, resultante de 6 arcos: 2 arcos torais (que se cruzam ao centro) e 4 arcos formeiros (que limitam os quatro lados da abóbada) com um fecho no centro daabóbada, como na torre-lanterna da Sé de Coimbra
Representação esquemática de uma abóbada de cruzaria sexpartida. 

A abóbada de aresta é um elemento arquitetónico que consiste numa abóbada formada pela intersecção de duas abóbadas de berço com a mesma flecha. Os seus arcos mestres limitam um tramo


Abóbada de aresta 

Uma cúpula ou domo é uma abóbada hemisférica (metade de uma esfera) ou esferoide. Se a base é obtida paralelamente ao menor diâmetro da elipse, resulta-se em uma cúpula alta, dando a sensação de um alcance maior da estrutura. Se a seção é feita pelo maior diâmetro o resultado é uma cúpula baixa. 

Cúpula ou Domo

Uma inovação espetacular, base do estilo barroco, é a cúpula oval. Apesar de ser identificada em catedrais de Bernini eBorromini, sua primeira versão foi construída por Vignola para uma pequena capela chamada Sant'Andrea, encomendada em1552 pelo Papa Júlio III


Cúpula Oval

A cúpula dourada do Domo da Rocha

Três cúpulas que tiveram muita influência em arquiteturas posteriores foram as de Santa Sofia em Constantinopla, o Domo da Rocha em Jerusalém e o Panteão de Roma. Na arquitetura ocidental, as cúpulas de maior influência desde o período renascentista foram a Basílica de São Pedro no Vaticano e a de Jules Hardouin-Mansart em Paris. A cúpula da Catedral de São Paulo, em Londres, foi uma inspiração do Capitólio em Washington

Em italiano, uma catedral é geralmente chamada um duomo, não porque tantas possuem tal estrutura na sua arquitetura, mas porque em latim domus significa "lar" ("o lar de Deus"). Uma cúpula é uma marca de um palácio ambicioso. A primeira cúpula residencial foi a de Nero, construída após o grande fogo de Roma em 64 a.C.

No século XX, cúpulas finas de concreto de arquitetos como Nervi abriram novas direções para a arquitetura. 

Domo na Prefeitura de São Francisco, Califórnia 



 Domo do Milênio é a maior cúpula ou domo do mundo 

Um domo pode ser considerado um arco que foi rotacionado em torno de seu eixo vertical. Como tais, domos têm uma grande força estrutural. Um domo pequeno pode ser construído de materiais de marcenaria comuns, unidos por fricção e forças de compressão. Domos maiores construídos após o domo de Fillippo Brunelleschi que triunfantemente cobre o cruzamento deSanta Maria del Fiore, o duomo de Florença, têm todos sido construídos como domos duplos, com conchas internas e externas. 

As secções triangulares ou trapezoidais do abobadado que provê a transição entre um domo e a base quadrada em que ele fica e transfere o peso do domo são chamados pendentes (uma versão menos sofisticada de pendente é um squinch). Sob o domo ilustrado à esquerda, os pendentes têm medalhões circulares em baixo relevo. 

Assim, podemos dizer que haveria a possibilidade de se construir uma Abóbada no Templo já na época de Elias Ashmole. 

Alguns dizem que já no século XV e XVI haviam Lojas Maçônicas, no entanto, temos também conhecimento de que muitos dos maçons operativos se reuniam em alojamentos ou até mesmo no tempo, demarcando a área. 

Todos sabemos que a Loja Maçônica como a conhecemos hoje, começou a ser adornada a partir do século XVIII e que os símbolos que nela foram sendo colocados vieram das eras mais remotas, principalmente das civilizações orientais, dentre elas aquelas que se localizavam na mesopotâmica, na Egito e parte da Europa e também na Ásia. 

Alguns símbolos e posições do mobiliário e das Luzes e Oficiais em Loja trazem muito do Parlamento Inglês. 

Poderíamos dividir a Maçonaria em quatro etapas: a proto-maçonaria; a maçonaria primitiva; a maçonaria operativa e a maçonaria especulativa. 

Essas duas primeiras fases e parte da terceira estavam carregadas de misticismo e esoterismo e parte da segunda e terceira estavam impregnadas do sentido religioso, principalmente da Igreja Católica. 

Da Antiguidade e da Idade Média herdamos muito da alquimia, do hermetismo, do rosacruzianismo, das ordens militares (templários, rosacruzes e outros). 

O Teto da Loja Maçônica 

Acompanhem no Ritual a planta do céu da Loja. 

O Rito Escocês Antigo e Aceito colocou no céu da Loja trinta e cinco astros. Esses corpos celestes, cuidadosamente escolhidos, obedecendo a uma posição geométrica, regem os cargos dos maçons em Loja. 

O SOL 

A luz do céu da Loja, representando o Ven:. M:. 

Colocado no oriente e no eixo da Loja. Para os gregos representava o deus Hélios percorrendo o céu numa carruagem de fogo, puxada por quatro cavalos (estações do ano). 

A LUA 

Selene rege o Primeiro Vig:. Era filha de Hyperion e de Tela e irmã de Hélios. Mais tarde, identificada como Artêmis, pelos gregos, e Diana pelos romanos, também percorria os céus numa carruagem, mas de prata. 


STELLA PITAGORIS – ESTRELA VIRTUAL OU FLAMEJANTE 

A estrela Virtual ou Estrela Flamejante, colocada sobre o altar do Segundo Vig.´.. O Homem, Deus, Cristo, Buda ou mesmo Hércules, o iluminado que transcende a condição humana. É o astro regente do Segundo Vig:. 

SATURNO 

É o sexto planeta e o segundo em tamanho, possui três anéis na altura do Equador e quinze satélites, dos quais só nove eram conhecidos na época em que os rituais foram escritos. Saturno e Cronos para os gregos, senhor do tempo e da eternidade, pai de Zeus, por ele destronado. 

Na Loja, Saturno é representado com seus três anéis e seus nove satélites, exatamente sobre o centro geométrico do ocidente. 

Saturno rege a cadeia de união. Os seus três anéis representam os AApr:., CComp:. e MM:. . Os nove satélites representam os nove cargos: Ven:., Primeiro Vig:., Segundo Vig:., Secr:., Orad:., Tes:., Chanc:., M:. de CCer:. e Guarda do Templo. 


MERCÚRIO 

Símbolo da astúcia, protetor dos viajantes e dos comerciantes. Identificado como Hermes dos gregos, era filho de Maia e de Zeus (Júpiter) de quem recebeu o encargo de mensageiro dos deuses. Tinham um par de sapatos alados e um capacete também alado (Petasa). Carregava um bastão com duas serpentes enroladas (Caduceu) símbolo da paz, (Harmonia e Forças Opostas). 

É menor e mais rápido dos planetas, e também o primeiro e o mais próximo do Sol e por isso representa o Primeiro Diac:. 

JÚPITER 

Era Zeus para os gregos. O maior planeta do sistema solar era o guardião do Direito, o defensor do Estado, protetor das fronteiras e do matrimônio. 

Seu atributo é o raio, temido por todos os deuses e mortais. Júpiter éo astro regente do Ex-Ven:. e por isso fica no Oriente. 

VÊNUS 

É o segundo planeta e o mais próximo da Terra. Para os gregos era Afrodite, a deusa da beleza e do amor. Surge sempre próximo à Lua (Primeiro Vig:.) e é o astro regente do Segundo Diac:. 

Conhecido ainda hoje como "Estrela Vésper", a primeira a aparecer nocéu, Vênus era o "Mensageiro do Dia", anunciava a hora de começar e de encerrar o período de trabalho. 

ARCTURUS 

Estrela Alfa da constelação de Bootes que em grego quer dizer guardiã de animais. Por sua posição junto à Ursa Maior é conhecida como a "guardiã do Urso". 

A palavra Arcturus em grego significa "guardiã do Urso" e correspondente ao cargo de Orador, guardião do Oriente. Sua posição é em cima da grade do Oriente. 

ALDEBARAN 

Estrela Alfa da constelação de Touro, a qual pertencem as Plêiades e as Hyades. O nome é Aldebaran significa, em árabe, o "sequaz" ou "o adepto" por causa da posição próxima às Plêiades e as Hyades. Na abóbada maçônica rege o cargo do Tesoureiro. 

FORMALHAUT 

Alfa Piscis Austrinis - em latim significa peixe do sul, é aqui uma correlação com a coluna zodiacal dos peixes. 

Fomalhaut é uma palavra árabe que significa "a boca do peixe do sul", o que se aplica ao cargo de Chanceler. 

REGULUS 

Alfa Leonis é a estrela mais brilhante na constelação de Leão. Na Astrologia, Regulus sempre manteve posição de comando. Ela dirige todos os trabalhos do paraíso. Foi Nicolau Copérnico quem a batizou com o nome Regulus, que significa "Regente". Correspondente ao cargo de Mestre de Cerimônia. 

SPICA 

Alfa Virginis, em latim, "a Espiga", é a estrela regente do cargo de Secretário, além de estar nitidamente associada à coluna da Beleza feminina. Por outro lado, os primitivos instrumentos de escrita usados pelos gregos e romanos não eram penas, mas canetas feitas de caules ocos de vegetais chamadas de "Spícula". 

ANTARES 

Alfa Scorpii, a estrela vermelha gigante. DuRante muitos séculos, a maior estrela conhecida. Às vezes confundida com Marte; com efeito, Antares em grego significa "O Rival de Marte". Tanto Antares como Marte, são vermelhas e, ocasionalmente, aparecem próximas. Antares é o astro regente do Guarda do Templo. 


AS CONSTELAÇÕES 

Na abóbada da Loja aparecem quatro grupos de estrelas pertencentes a  quatro constelações: 


ORION 

Constelação equatorial é formada por quatro estrelas brilhantes com uma linha de três estrelas que formam o "Cinto de Orion" e são popularmente conhecidas como "as Três Marias" ou "os Três Reis Magos". No Teto do Templo só são representadas as três estrelas, porque representam a idade do Aprendiz, que ainda não tem o domínio do espírito sobre a matéria. Na tradição árabe mais antiga, Orion era chamada de "A Ovelha de Cinto Branco" e o avental de Aprendiz era feito, na sua origem de pele de carneiro, (ainda o é pele em alguns países) com um cinto (fitas) branco. As três estrelas de Orion são regentes dos Aprendizes. 


HYADES ou HÍADAS 

É o notável grupo de cinco estrelas formando a ponta de uma flecha na constelação de Touro. As Híadas são as regentes dos Companheiros.

PLÊIADES. 

É um outro grupo de estrelas da mesma constelação de Touro. São também conhecidas como "As Sete Irmãs". Elas regem os Maçons, a paz, plêiade de homens justos. 


URSA MAIOR 

"O Grande Urso". É considerada a constelação mais antiga. No teto da Loja são Representadas as sete estrelas mais importantes que formam a "Charrua". A última estrela da cauda da Ursa Maior é ALKAID, também conhecida como BENETNASCH; ambos os nomes fazem parte da frase árabe "QUAID AL BANAT AD NASCH", que significa "A Chefe dos Filhos do Ataúde Maior". Este nome provém da concepção árabe mais antiga, que representava a Ursa Maior como um caixão e três carpideiras. 

Esta interpretação interessa à Maçonaria, pois a representação egípcia coincidia com a arábica, de um sarcófago (de Osíris) e sua viúva (Ísis) e o filho da viúva (Orus) em procissão fúnebre. 

Assim contamos trinta e cinco astros existentes na abóbada Maçônica, faltando um para completar os trinta e seis. O último astro não está dentro do Templo, é o planeta Marte, para os gregos, Ares.Marte era o deus da guerra e, como tal, não poderia figurar entre aqueles que buscam a paz e a harmonia universal, por isso foi para o átrio, o reino profano dos tumultos e das lutas. 

Assim, foi dado a Marte a incumbência de "cobrir o Templo", sendo o astro do Cobridor Externo. 

Do lado de dentro foi colocado Antares, do Cobridor Interno, para garantir a fronteira entre o mundo iniciático e o profano. 

O Duodenário Maçônico 

Todos sabemos que a abóbada celeste é parte integrante de todo e qualquer templo maçônico que se preze e, de igual modo, sabemos que os números e suas relações internas de caráter ocultista retratados nos ensinamentos maçônicos formam a base de um sistema teórico que foi elaborado especialmente em combinação com o conhecimento cabalístico. Neste contexto, a abóbada celeste e o duodenário maçônico são nosso exemplo final do entrelaçamento maçônico e astrológico. 

O duodenário corresponde à divisão mais antiga e mais natural do círculo, e nos ensinamentos maçônicos encontra-se representado por dois diâmetros que se contam em ângulos retos e por quatro arcos, do mesmo raio que da circunferência, traçados, tomando-se como centro os extremos da cruz. Esta mesma divisão é aplicada ao céu, onde determina doze espaços iguais, que o Sol percorre, regularmente, na sua trajetória anual aparente, em torno da Terra. Aristóteles já revelava este arcano desde a antiga Grécia. E ele disse que o magistério ou habilidade da obra é a separação dos quatro elementos da matéria prima, e depois a realização de sua unidade na quintessência ou no Éter [Substância ou Espaço Cósmico] dos antigos. Em suas palavras: “Divide lapidemtuu in quattuor elementa… et conjunge in unum et totum habedis magisterium”, ou seja, “divide a tua pedra em quatro elementos… e une-os numa coisa só e terás o magistério todo” [Aristótoles, De Coelo 1,3]. Temos aqui a explicação da máxima solar que inspirou a construção de grandes catedrais em toda a Europa e dos maravilhosos vitrais e jogos de luzes encontrados no mundo muçulmano, e essa geometria sagrada não foi só um segredo dos maçons, dela compartilharam os maias, egípcios, hindus e árabes, a Igreja e os místicos de todos os tempos, e, sobretudo, os astrólogos. 

O duodenário maçônico corresponde às doze casas zodiacais, não só porque o ano se torna o protótipo de todos os ciclos, emblematizados nas fases da vida humana e das iniciações maçônicas, mas porque o número doze é significativo na história da humanidade. Quem dentre nós poderá explicar porque todo o reino animal, vegetal e mineral, inclusive o subumano encontra-se ajustado ao Doze? Vejamos alguns exemplos. A Terra faz uma órbita do sol através dos 12 signos do zodíaco; 12 são os meses do ano; 12 foram os filhos de Jacob que fundaram as 12 tribos de Israel; 12 foram os Cavaleiros da Távora Redonda do Rei Arthur; 12 foram as divisões do Templo de Salomão; 12 foram os Trabalhos de Hércules; Osíris, o rei-deus egípcio, tinha 12 discípulos; o deus-rei asteca, Quetzotcoatl, também tinha 12 discípulos; Jesus teve 12 discípulos; Sidharta Gautama [O Buda] teve 12 discípulos; 12 era o número dos deuses gregos do Olimpo; usamos 12 para designar uma dúzia e usamos 12 polegadas para um pé em nosso sistema de pesos e medidas; 12 são as luas novas do ano; foram 12 os reis do lendário e perdido continente de Atlântida; há na medicina homeopática 12 sais minerais básicos; ao pesar o ouro ou as drogas, usam-se 12 onças por um libra; diamantes e outros cristais piezeléricos tem 12 lados, ou eixos, e devem ser lapidados ao longo dessas linhas; e muitas frutas e vegetais, em seu estado natural, crescem em 12 seções. Será tudo apenas coincidência? Cremos que não. 

A ilustração estampada neste artigo é encontrada nas páginas dos compêndios maçônicos oficiais e condensa o ensinamento maçônico sobre o zodíaco, representando, ao mesmo tempo, a inserção da influência astrológica na Maçonaria. Nas lojas maçônicas, cada um dos pentaclos encontrados nas colunas, caracterizando um signo, um planeta e um dos elementos da natureza, evidencia um simbolismo que está a merecer maiores considerações dos estudiosos das duas áreas de conhecimento humano: Maçonaria e Astrologia. 

Assim, cada uma das colunas, em sentido horário, apresenta um pentaclo simbolicamente explicado como sendo relativo aos maçons em sua evolução na senda maçônica. Podemos referenciar na coluna I, o signo de Áries [Fogo-Marte], o ardor iniciático a procura da iniciação e do iniciado; na coluna II, de Touro [Terra-Vênus], a elaboração interior ou o profano admitido às provas iniciáticas; na coluna III, de Gêmeos [Ar-Mercúrio], a vitalidade do neófito recebendo a luz; na coluna IV, de Câncer [Água-Lua], o iniciado que se instrui ou o iniciado assimilando os ensinamentos iniciáticos; na coluna V, de Leão [Fogo-Sol], a razão aplicada exercendo crítica severa sobre todas as lições iniciáticas recebidas ou o iniciado julgado, por si próprio, as idéias que acaba de conceber; na coluna VI, de Virgem [Terra-Mercúrio], o homem iniciado maçom reunido os materiais de construção para desbastar a pedra bruta e talhá-los segundo seu destino. Todo este simbolismo encontra-se ao Sul, na coluna dos Aprendizes. 

Na coluna VII, temos o signo de Libra [Ar-Vênus], representando o Companheiro em sua maturidade e apto a desenvolver o máximo de atividade laborativa; na coluna VIII, de Escorpião [Água-Marte], a massa aquosa em fermentação, os elementos da construção vital em dissociação atraída por combinações novas, a desorganização revolucionária, o Sol mergulhando em queda de um para outro hemisfério. Maçonicamente representa o conluio dos maus companheiros que feriram Hiram de morte; na coluna IX, de Sagitário [Fogo-Júpiter], os obreiros da arte real abandonados, sem direção, se lamentam e dispersam-se à procura do corpo do Mestre imolado; na coluna X, de Capricórnio [Terra-Saturno] simboliza a descoberta do túmulo de Hiram; na coluna XI, de Aquário [Ar-Saturno], os elementos constitutivos se recompõem na terra adormecida, simbolicamente representada pela ressuscitação do cadáver de Hiram; e na coluna XII, de Peixes [Água-Júpiter], Hiram é levantado e torna a si, significando que a “palavra perdida” foi encontrada. O Companheiro suficientemente instruído alcança a maestria maçônica e está apto a reencentar nova caminhada pelos signos do zodíaco, ensinando e aprendendo com os novos Aprendizes. 

A ilustração também resume a tradição zodiacal, representando os doze signos, as doze casas [Vita, a Vida; Lucrum, Dinheiro; Frates, Irmãos; Genitor, Pais; Filii, Filhos; Veletudo, Trabalho; Uxor, Cônjuge; Mors, Morte; Peregrinationem, Viagens; Regnun Honorem, Vida Social; Amici Benefacta, Amigos e Inimici, Inimigos], e ainda, os planetas e os domínios ou esferas de influência representado por Mercúrio em Gêmeos e Virgem; Vênus em Touro e Libra; Marte em Áries e Escorpião; Júpiter em Peixes e Sagitário e Saturno em Aquário e Capricórnio. Na ilustração estão representadas, igualmente, as quatro estações do ano. E, de tudo pode-se tirar pelo menos uma grande lição: A Astrologia transmite a existência de quatro regras fundamentas de conduta do Maçom: Calar [Terra] no quadrante de Primavera; Querer [Fogo] no quadrante de Verão; Ousar [Ar] no quadrante de Outono e Saber no quadrante de Inverno [Água], simbolizando a evolução do iniciado-maçom em sua trajetória da base do quaternário para o ápice da pirâmide ou da Essência divina. 

AS ERAS DO ZODÍACO 

Às vezes nos perguntamos se a Teoria da Evolução está realmente correta ou se outros seres habitaram a terra em temos remotos. O nosso espanto se dá pelo fato de que a mudança de uma casa do zodíaco para outra (de uma era para outra) se dá de 2.000 em 2.000 anos e esse conhecimento se deve a observação humana, logo 12 casas x 2.000 seriam 24.000 anos. E para se chegar a esse conhecimento deveriam ter feitos essa observação por diversas vezes. Aqui, vemos que contamos 14.000 anos. 

ERA DE LEÃO (de 10.000 a.C. a 8.000 a.C) 

Era mais antiga da qual é possível ter conhecimento. Governada pelo signo de Leão, cujo astro regente é o Sol, e marcou um período dominado pela criação: o homem começou a cultivar as plantas, a criar os animais e a polir a pedra e adquirindo os meios para um rápido progresso. Iniciava-se o Período Neolítico da Pré Historia, o inicio da civilização estratificada. 

ERA DE CANCER (de 8.000 a. C a 6.000 a.C

Com o termino da Idade de Gelo, por volta de 9.000 AC, o homem deixou as cavernas e começou a construir as suas habitações, abandonando o nomadismo e tornando-se sedentário. Sob o governo de Câncer, signo da maternidade e do lar-regido pela Lua, a “mãe universal”, o princípio feminino, que fertiliza todas as coisas – a humanidade começou a se estruturar socialmente por meio da família.

ERA DE GÊMEOS (de 6.000 a. C a 4.000 a. C) 

Esta Era foi caracterizada pelo dinamismo e pela elaboração dos grandes projetos humanos. Governada por Gêmeos – regido por Mercúrio, o representante do intelecto – uma Era de grande efervescência intelectual e de muita curiosidade, um dos seus mais valiosos tesouros: a escrita. O homem começou a fixar as suas idéias e a registrar a sua própria memória. Começava, ai, a Historia. 

ERA DE TOURO (de 4.000 a. C a 2.000 a. C) 

Representando a força criativa de Áries, transformada nos poderes de fecundação e procriação da natureza, o signo, através de sua influência na Terra, com sua solidez e riqueza, significou o florescimento de grandes civilizações humanas – e a egípcia. Período de grandes progressos materiais, a Era de Touro legou, à humanidade, cidades importantes, como por exemplo, Tebas e Mênfis, no Egito, onde era cultuado Àpis, o touro sagrado. 

ERA DE ÀRIES (de 2.000 a. C a 0) 

Sendo regida por Marte, deus da guerra, na mitologia romana, foi caracterizada por grande atividade bélica, com muitas invasões e muitas lutas entre os povos. Um exemplo é o território antigo da Grécia, que sofreu, durante esse período, diversas invasões; as mais produtivas delas, foram as dos dórios e dos jônios, já que, dessa miscigenação de povos, surgiu a magnífica cultura grega, que tanta influência teve nos destinos da humanidade. 

ERA DE PEIXES (de 0 a 2.000 d.C) 

Regido por Peixes, signo da fé, da piedade, da compaixão, do espírito de sacrifício e do misticismo, este período viu surgir o seu fato mais marcante: o cristianismo, que, como religião, é o típico exemplo da mentalidade de Peixes. O signo influenciou tanto este período, que o seu símbolo – dois peixes, dispostos lado a lado, mas em sentindo inverso, simbolizando o momento final da liberação do espírito das malhas matérias – acabou se tornando o sinal secreto dos que aderiam à fé cristã. Este é o período dos “pescadores de homens”. 

ERA DE AQUÁRIO (de 2.000 d.C a 4.000 d.C) 

A Era de Aquário, a se iniciar no ano 2.000, terá, como mensagem especial, o humanitarismo. Nela ocorrerá uma reconciliação entre a ‘ciência e o homem’, entre as mais fantásticas descobertas da mente cientifica e as verdades eternas, que tem sido motor e dínamo da humanidade. Sendo regido por Aquário – signo da originalidade, da independência, da lealdade, da ação – à vontade de mudar e de criar, além de uma grande preocupação com o futuro da humanidade. Nesse período, os homens terão a oportunidade de transformar o mundo, tornando-o feliz e próspero. Mas poderão, também, destruí-lo, mesmo que a prudência seja uma característica de Aquário. 

CONCLUSÃO 

Embora esse trabalho pareça uma colcha de retalhos e esteja cheio de fragmentos, o objetivo é demonstrar que o homem sempre cultuou a divindade e sempre teve verdadeira adoração pelo firmamento e pelas luzes nele dependuradas. 

Nas culturas antigas já se reverenciava o Sol como o Deus da vida, o Deus da bondade. Todos os deuses desses povos tinham origem na Luz. 

Os templos mais remotos tinham o teto aberto de forma que seus visitantes viam diretamente o céu e faziam adoração aos deuses. 

A maçonaria buscou nesses tempos mais primitivos esse sentido esotérico, místico e de crença até por que ao longo dos séculos esteve sempre preso nas sociedades secretas. 

Se considerarmos os trabalhores de Deir el-Medineh como maçons, poderemos dizer que lá no Egito antigo já tínhamos os nossos Irmãos e isso pode retroagir a época da construção dos primeiros templos ou Zigurates na Zuméria há mais de 5.000 anos ou até mesmo se perder no Eterno uma vez que o G.´.A.´.D.´.U.´. seria o primeiro Maçom. 

Vendo que herdamos muito do que temos em nossos templos às civilizações antigas, passamos a analisar a partir de quando passamos a dominar a construção das abóbadas nos tetos dos edifícios (templos, catedrais, etc) e aí encontramos a herança dos Etruscos aos Romanos e Gregos. 

Ainda assim, só a partir do século XVIII é que começamos a construir nossos templos com o teto abobadado e a partir daí inserimos nele as estrelas, os planetas e as núvens da escuridão representando o setentrião. 

Acredito que na simplicidade desse trabalho possamos entender um pouco mais do nosso templo e satisfazer um pouco mais a nossa curiosidade a respeito da ABÓBADA CELESTE. 



                                        José Roberto Cardoso – MI (32º) 
                            Lojas Tiradentes nº 02 e Estrela D´Alva nº 16 -                                                      GLMDF – Cad 3037 









BIBLIOGRAFIA: 
Atlas Celeste – Ronaldo R. de F. Mourão 
Cosmos – Carl Sagan 
Dicionário das Religiões – o de J.R Hinnells e o de Mircea Elíade – Martins Fontes, SP 
Dicionário de Símbolos – o de H. Bidermann e o de J-E.Cirlot 
Esoterismo – Pierre A. Riffard 
Mundo Egípcio, Grego e Mesopotâmico – Editora Del Prado 
portaldemaconaria 
[i] Wilkipédia 
[ii] “Rito Escocês Antigo e Aceito – Graus Simbolicos” – Ir. Paulo Roberto Marinho de Almeida. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


OS SETE SELOS DO APOCALÍPSE – UMA PEQUENA ANÁLISE 


TRECHOS DO APOCALÍPSE

Apocalipse 5 

E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. 
E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? 
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. 
E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. 
E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. 
E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. 
E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. 
E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. 
E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; 
E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. 
E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, 
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. 
Ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. 
E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre. 
Apocalipse 6 
E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. 
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. 
E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. 
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. 
E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. 
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. 
E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. 
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra. 
E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. 
E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? 
E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram. 
E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; 
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. 
E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; 
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; 
Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? 

Apocalipse 7 
E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. 
E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, 
Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus. 
E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel. 
Da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil assinalados; da tribo de Gade, doze mil assinalados; 
Da tribo de Aser, doze mil assinalados; da tribo de Naftali, doze mil assinalados; da tribo de Manassés, doze mil assinalados; 
Da tribo de Simeão, doze mil assinalados; da tribo de Levi, doze mil assinalados; da tribo de Issacar, doze mil assinalados; 
Da tribo de Zebulom, doze mil assinalados; da tribo de José, doze mil assinalados; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. 
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; 
E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. 
E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, 
Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. 
E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? 
E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. 
Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. 
Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. 
Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima. 

Apocalipse 8 
E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora. 
E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. 
E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. 
E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. 
E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos. 
E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. 
E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada. 
E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. 
E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus. 
E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. 
E muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. 
E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. 
E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar. 
Apocalipse 9 
E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. 
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar. 
E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra. 
E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus. 
E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. 
E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. 
E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. 
E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões. 
E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate. 
E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses. 
E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom. 
Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais. 
E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus, 
A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. 
E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens. 
E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles. 
E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumaça e enxofre. 
Por estes três foi morta a terça parte dos homens, isto é pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre, que saíam das suas bocas. 
Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas danificam. 
E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. 
E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos. 

Apocalipse 10 
E vi outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo; 
E tinha na sua mão um livrinho aberto. E pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra; 
E clamou com grande voz, como quando ruge um leão; e, havendo clamado, os sete trovões emitiram as suas vozes. 
E, quando os sete trovões acabaram de emitir as suas vozes, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões emitiram, e não o escrevas. 
E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão ao céu, 
E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora; 
Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos. 
E a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. 
E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. 
E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo. 
E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis. 


ALGUMAS VISÕES SOBRE AS REVELAÇÕES DE SÃO JOÃO EVANGELISTA 

Embora não façamos referência ao que pensam determinadas correntes cristãs e o conteúdo do Apocalípse tenha uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressureição dos mortos, o dia do Juízo Final e o conceito de Céu e Inferno, certamente essas revelações têm um impacto mais acentuado sobre os Cristãos e é nessa toada que procuraremos, de forma sintética, colocar aqui, neste trabalho a visão de alguns desses segmentos: católicos, protestantes, evangélicos... 


TEOLOGIA AMILENISTA 
Traz uma interpretação não-literal, isto é, as imagens que aparecem no livro significam algo, e, por isso, entende que o Milênio não será formado de mil anos literais, mas um período de tempo indeterminado (3 anos e meio, um tempo, dois tempos e metade de um tempo, 42 meses e 1260 dias são sinônimos e representam inexatidão de tempo). Neste tempo inexato, os povos serão chamados para servir Cristo e os que o seguirem serão marcados para a salvação. [2]

Assim, já estamos no Milênio e, a Grande Tribulação ainda está por vir, apesar de os salvos já viverem a tribulação dentro de um mundo corrupto e mau. A Grande Tribulação está sendo implantada à medida que a era da pregação do evangelho (Milênio) termina. No final do Milênio aparecerá oAnticristo (que trará a Grande Tribulação) e será eliminado pela Palavra do Senhor, isto é, Jesus Cristo. O fim é descrito com o aprisionamento definitivo da besta, do falso profeta, de Satanás e de seus demônios no Lago de Fogo e enxofre. Segue-se a isso o Juízo Final e o destino eterno dos salvos - a Nova Jerusalém.[3]

TEORIA PRE-MILENISTA
A teologia pré-milenista (significando que Jesus viria antes do Milênio, pré = antes, primeiro), traz em seu bojo a interpretação literal das imagens/figuras e, por este modo, entende que os sete anos da grande tribulação, onde após o arrebatamento da igreja, a Terra passaria por três anos e meio de paz (com o reinado do Anti-Cristo - que perseguiria os cristãos que não tivessem o Número da Besta, a qual possibilitaria o livre comércio entre as pessoas. Tal marca, diz o profeta, seria posta na testa ou na mão das pessoas e haveria três anos e meio de grande aflição. Após esse período, ocorreria o início do Milênio (onde a igreja reinaria com Cristo na Terra). Terminado o Milênio, dar-se-ia início ao Juízo final, onde o Messias reinaria definitivamente, lançando Satanás e seus anjos (demônios) no lago de fogo. [4]

Neste livro o autor discorre sobre as consequências do acatamento ou não dos apelos do Novo Testamento ("voltem-se para Deus", "arrependam-se de seus pecados") dividindo então os santos (aqueles que se converteram a Deus, por meio da em Jesus Cristo) e os que se negaram a viver com ele. [5]

Existem basicamente, quatro linhas de estudos acerca da interpretação do livro apocalíptico: 

VISÃO ESPÍRITA 
Segundo à visão espírita-cristã acerca do Livro das Revelações, João Evangelista, sob a orientação do Alto, deixa registrada para a posteridade uma carta em forma de revelação profética - Uma revelação autêntica sobre o futuro próximo a aquela época, e os tempos do fim. As mensagens e revelações contêm linguagem figurativa, que sugere as realidades espirituais em torno e por trás da experiência histórica. Evidências encontradas no próprio texto, indicariam que o Livro do Apocalipse fora escrito durante período de extrema perseguição aos cristãos, provavelmente no período compreendido entre o reinado de Nero, em julho de 64 d.C., e a destruição de Jerusalém, em setembro de 70 d.C., como relata Estevão, no livro Apocalipse - Uma Interpretação Espírita das Profecias[9]. [6]

A mensagem central do Apocalipse é que "já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso" (Ap 19:6). O objetivo da mensagem apocalíptica era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristã garantida e certa, além de ratificar a certeza de que, em Cristo, eles compartilhavam o método soberano de Deus. Por meio da espiritualidade em todas suas manifestações, haveriam de alcançar a superação total das forças de oposição à nova ordem que se estabelecia, pois que essa constituía a vontade do Altíssimo. [7]

Segundo o espiritismo, em desdobramento ("Eu fui arrebatado em Espírito" Apocalipse 1:10), João recebera as revelações na forma de figuras vividas e imagens simbólicas, que se assemelham àquelas encontradas nos livros proféticos do Antigo Testamento. Ele registra suas visões na ordem em que as recebeu, muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Sendo assim, ele não estabelece uma ordem cronológica na qual determinados eventos históricos devem necessariamente acontecer, nem encadeia as profecias do Apocalipse em uma sucessão cronológica. [8]

O caráter do livro apocalíptico é perfeitamente demonstrado já no início do capítulo (Apocalipse 1:1). É uma revelação que o Alto proporciona, por via mediúnica, pois é transmitida a João por intermédio de elevado Mensageiro espiritual — o anjo que se lhe apresenta, ante a visão psíquica, os propósitos que o Cristo o transmitiu.[9]

Nas comunidades religiosas da época, as chamadas ekklesias, começava a obra do "homem do pecado" (expressão de Paulo utilizada em II Tessalonicenses 2:3), isto é, a penetração de doutrinas humanas, que, lentamente, foram-se integrando ao núcleo primitivo do cristianismo, às comunidades cristãs. Nas epístolas aos seus discípulos Timóteo e Tito, bem como na carta aos hebreus, Paulo já chamava a atenção para o perigo de se desviar da "sã doutrina", como que prevendo as dificuldades que iriam abater-se sobre o edifício duramente construído da doutrina cristã (cf. 1Tm 1:10, Tt 2:1, Hb 13:9). [10]

É em meio a esse clima que vieram os alertas do apóstolo João, no livro Apocalipse.[11]

A interpretação espírita acerca do Livro das Revelações é dada através de um estudo onde adota-se o critério de analisar todas as profecias e os fatos históricos que lhes deram cumprimento. Esta interpretação não só aborda, mas também explica em linguagem clara, a hermenêutica bíblica e os temas abordados no livro do Apocalipse, como as sete igrejas e os sete castiçais, os 24 anciãos e quatro seres viventes, os sete selos e os quatro cavaleiros, os quatro anjos e os 144 mil eleitos, os quatro animais de Daniel, o quarto animal e o dragão, o fim dos l.260 anos, o sétimo selo e os sete anjos, a sétima trombeta, as sete pragas e as sete taças, a besta e o falso profeta, o juízo final, a nova Jerusalém, e outros mais; sem que com isso, tenha a pretensão de esgotar o assunto e nem mesmo de deter a verdade absoluta dos fatos.[9][12]

LINGUAGEM SIMBÓLICA 
No entendimento simbólico dizem basicamente que se referem às perseguições que os cristãos sofreram dos romanos e sofreriam ao longo da história. Segundo este entendimento, João utilizava-se de simbologia para detalhar o sofrimento que estavam passando, e utilizava-se desse meio para falar com outros cristãos e dificultar assim o entendimento por parte de seus opressores. [13]

Na profética, segundo uma teologia comum das igrejas protestantes, João teria recebido visões através de Jesus Cristo por meio de um anjo, que lhe mostrou o que aconteceria durante o período "fim do mundo", dentre estes acontecimentos está o mais famoso que é o Juízo Final, que seria o resultado (eterno) do acatamento ou não dos apelos do novo testamento que são:[14]

a. Voltar-se a Deus. 
b. Arrependimento dos pecados. 
c. Aceitação de Jesus Cristo como Messias. 
d. Batismo nas águas. 

Dividindo então a humanidade entre os santos (aqueles que aceitaram) e os pecadores que se negaram a ouvir os apelos e mudar de atitude.[15]

Segundo a visão profética, o “Juizo Final” atrairá o céu eterno para os santos e o inferno eterno para os pecadores.[16]

Os Maçons têm a nítida visão simbólica do conteúdo do Apocalípse de São João e vêem em suas revelações maneiras de instruir a humanidade para que busque constantemene a moral e a ética. Na verdade, vemos, principalmente no conteúdo dos quatro primeiros selos, o que revelam os quatro cavaleiros, ou seja, processos de transformação através dos quais o homem tem de passar para atingir a plenitude de seu Ser, e a plena União com o Divino. [17]


CONCLUSÃO 

A INTERFERÊNCIA DOS SETE SELOS EM NOSSAS DECISÕES NO MUNDO PROFANO 

O simbolismo tem por objetivo transformar o concreto em abstrato e esse abstrato só poderá voltar, com certeza absoluta, para o mundo real, se for trazido por quem o criou ou a quem foi confiado o seu real significado. 

Montesquieu, ao escrever o livro o “Espírito das Leis” quis dizer que o seu conteúdo e a sua compreensão estão ligados ao autor e é ele que sabe do sentimento e do entendimento nele contido. No Brasil quase sempre não vale o que está escrito e sim as interpretações. Existem fatos na história da humanidade de difícil interpretação. 

No caso do Apocalipse, muito diferente do que a grande maioria dos Cristãos pensa, seu significado não é Fim do Mundo, mas sim Revelação 

Segundo São Jerônimo, o apóstolo deve ter recebido as “visões” pelos anos 14 ou 15 de Domiciano, ou seja, 95 d.C. Outros autores não confirmam esta data, pois as “visões” teriam se dado antes. De qualquer forma se pode dizer que o texto foi contemporâneo ao quarto Evangelho. 

A bíblia se espalhou pelo mundo em sua forma atual, ou parecida com essa, em 1455, quando da invenção da tipografia, por Johanes Gutemberg. 

Antigamente, prevalecia a Arte da Memória e a maioria da civilização – mesmo na Idade Média – era de cerca de 95% de analfabetos. 

Foi um momento de grande impacto para a humanidade vez que a chamada “palavra de Deus” estava confinada, praticamente aos religiosos do ocidente. 

Muita coisa perdeu-se nas brumas do tempo. Conhecimentos foram destruídos pelos conquistadores e muito do que se tinha na antiguidade era transmitido de forma oral, de geração em geração, de pessoa para pessoa. 

Coisas foram escritas ou compiladas por interesses outros. 

Mesmo assim, o Livro do Apocalípse de São João, o último da Vulgata Latina, influenciou enormemente os ocidentais. 

Os espíritas intepretam o Apocalípse, tendo como a abertura do Primeiro Selo, a chegada da Doutrina Codificada por Alan Kardec como o Consolador Prometido, cujo cavaleiro recebeu a coroa e um arco e saiu vencedor. Dá a abertura dos outros selos à decorrência de fatos históricos 

Os místicos e esotéricos possuem uma visão mais impactante, na qual relacionam as grandes catástrofes e fatos políticos de grande relevância no cenário mundial. 

Os Cristãos vêem o conteúdo desse Livro como a Salvação dos Justos e a condenação dos pecadores. Acreditam no Juizo Final e que Jesus virá separar o Joio do Trigo e que as revelações apocalípticas são decorrência do comportamento humano, de seus erros, de suas atitudes negativas perante Deus e daí as provações que trazem os quatro cavaleiros. 

No entanto, todas elas concitam o homem a meditar e a ser bom e a amar o próximo como a si mesmo e mostram que se assim o fizer e cumprir os mandamentos divinos estará ao lado de Deus. Do contrário, agindo com maldade, com ambição, ignorância e fanatismo, estará condenado ao fogo dos infernos. 

Podemos concluir que se trata de um Código de Conduta Moral 

Há tempo para mudar, de se arrepender e de recomeçar. Afinal não podemos mudar o começo, mas com certeza poderemos reescrever o final. E, se assim o é, as religiões nos transmitem a Esperança e, ao mesmo tempo em que as revelações intimidam e assustam a mudança do homem para o caminho da luz, dá-lhe a certeza de que estará salvo. 

Não é àtoa que em 16:33, dessas revelações, João nos transmite isso, quando afirma: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo” 

Fica patente que haverá sempre a chance da regeneração e que ao final prevalecerá o espiritual sobre o material, ou seja, a tendência do homem é a depuração e o seu objetivo final, a luz. 

Só me resta agora concitar a todos á renovação, com atitudes, trabalho em prol da humanidade e a prática dos ensinamentos do Sublime Peregrino. 

Tenhamos bom ânimo. 

                                                                                                  José Roberto Cardoso 
                                                                                      Loja Estrela D´Alva nº 16 – Cad 3037 


[1] Bíblia Sagrada 
[2] Wilkipedia. 
[3] Wilkipédia 
[4] Idem, Ibidem 
[5] Idem, Ibidem 
[6] Wilkipédia 
[7] Idem, Ibidem
[8] Idem, Ibidem 
[9] Wilkipedia 
[10] Idem, Ibidem 
[11] Idem, Ibidem 
[12] Idem, Ibidem 
[13] Wilkipédia 
[14] Idem, Ibidem 
[15] Idem, Ibidem 
[16] Idem, Ibidem 
[17] Idem, Ibidem