segunda-feira, 15 de abril de 2013


A ESTRELA FLAMEJANTE 



                                 Flamejante = Que flameja, flaamejante, brilhante,                                                    resplandecente, vistoso, ostentoso.  Que pulsa, que tem vida.” (Dicionário Michaelis)



Cada um dos símbolos inseridos no interior de um Templo Maçônico tem um significado, uma razão de ser. E todos eles. É certo que todos eles, embora possam ter existido em outras épocas, só passaram a ornar as Lojas Maçônicas a partir da criação da maçonaria especulativa e isso ao longo dos séculos. 

As estrelas representadas na abóbada de um templo ou de uma igre­ja dizem respeito, especificamente, ao sig­nificado celeste desses astros. Seu caráter celeste faz com que eles sejam também sím­bolos do espírito e, particularmente, do conflito entre as forças espirituais (ou de luz) e as forças materiais (ou das trevas). As estrelas traspassam a obscuridade; são faróis projetados na noite do inconsciente. A estrela flamejante de cinco pontas é o símbolo da manifestação central da Luz, do centro mís­tico, do foco ativo de um universo em expansão. Traçada entre o esquadro e o compasso — ou seja, entre a Terra e o Céu —, ela representa o homem regenerado, radioso como a luz, em meio às trevas do mundo profano. E ela é, assim como o número cinco, símbolo de perfeição. No quadro do grau de Companheiro, a estrela flamejante tem no centro a letra G*: é o equivalente do Iod. O Princípio divino no coração do iniciado. Além disso, a estrela de cinco pontas é um símbolo do microcosmo humano; 

Quem deu o nome “Estrela Flamejante” foi o Médico e Teólogo Enrique Cornélio Agrippa de Netesheim, que nasceu no final do século XV. Este símbolo só foi introduzido na Maçonaria em meados do Século XVII, na França, pelo Barão de Tschoudy, criador do Rito Adoniramita. 

Como Símbolo Maçônico, A Estrela Flamejante de origem Pitagórica, pelo menos quanto ao seu formato e significado, este muito mais antigo do que aqueles que lhe deram alquimia, a magia e o ocultismo, durante a idade média. O seu sentido mágico alquímico e cabalístico e o seu aspecto flamejante foram imaginados ou copiados por Cornélio Agrippa de Nettesheim (1486-1533), jurista, médico e teólogo, professor em diversas cidades européias. A magia, dizia ele, permite a comunicação com o superior para dominar o plano inferior. Para conquistá-la seria necessário morrer para o mundo (iniciação). Símbolo e distintivo dos Pitagóricos, A Estrela de Cinco Pontas ou Estrela Homonial é também denominada com impropriedade etimológica, Pentáculo (cinco cavidades), Penta Grama (cinco letras ou sinais gráficos, cinco princípios) ou Pentalfa. Importa saber que os pitagóricos a usam para representar a sabedoria (sophia) e o conhecimento (gnose) e provavelmente empregavam no interior do pentáculo a letra gama, de gnosis.

Através dos séculos houve sempre a preferência por uma estrela de cinco pontas como figura dos astros de aparência menor do que a do sol e da lua. O planeta Vênus tem sido representado assim e é considerado uma estrela matinal e vespertina, ensejou lendas sem conta. Por outro lado, A Estrela de Cinco Pontas sempre foi, desde tempos remotos e até hoje, o distintivo de comandantes militares, e de generais. 

A Estrela Flamejante era símbolo desconhecido pelos pedreiros livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os Ritos, pois o certo é que os construtores medievais conheciam a figura estelar apenas como desenho geométrico e não com interpretações ocultas que se introduziram na Maçonaria especulativa. Distingue-se do Delta ou Triângulo do Oriente, embora, entre os antigos egípcios representasse também Horus que em lugar do pai, Osíris passou a governar as estações do ano e o movimento. 

O verdadeiro sentido da Estrela Flamejante é Homonial, eis que o símbolo designa o homem espiritual, o indivíduo dotado de alma, ou de fator de movimento e trabalho. Ou seja, o indivíduo como espírito ou fagulha interna que lhe concedeu o G.·.A.·.D.·.U.·. . A ponta superior da Estrela é a cabeça humana, a mente. As demais pontas são os braços e as pernas. Na Maçonaria essa idéia serve para lembrar ao Maçom que o homem deve criar e trabalhar, isto é, inventar, planejar, executar e realizar, com sabedoria e conhecimento. Pode ocorrer que o ser humano falhe nos seus desígnios. O Maçom também pode falhar como ser humano, mas seu dever é imitar, dentro de seus ínfimos poderes o G.·. A.·. D.·. U.·., o ser dos seres. 

As cinco pontas da Estrela ainda lembram os cinco sentidos que estabelecem a comunicação da alma com o mundo material. Tato, audição, visão, olfato e paladar, dos quais para os Maçons três servem a comunicação fraternal, pois é pelo tato que se conhecem os toques Pela audição se percebem as palavras , e pela visão se notam os sinais. Mas não se pode esquecer o paladar, pelo qual se conhecem as bebidas amargas e doces, bem como o sal, o pão e o vinho. Finalmente pelo olfato se percebem as fragrâncias das flores e os aromas do altar de perfumes. A letra "G", interior com o significado de gnose ou conhecimento lembra a quinta essência, quanto ao transcendental. Quanto ao Homonial, lembra ao Maçom o dever de conhecer-se a si mesmo. 

Ela representa o domínio do homem sobre os quatro elementos, o homem vitruviano. 

O desenho também é considerado frequentemente como um símbolo da simetria básica do corpo humano e, por extensão, para o universo como um todo. 

É interessante observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618). 
No teto da Loja, sobre o Ir.´. 2º Vig.´. ela representa a beleza, a perfeição, o homem resplandescente, a genialidade.

Ir.´. José Roberto Cardoso 
Loja Estrela D´Alva nº 16 - GLMDF

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